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7/09/2007

Vento

De tão puro, tornou-se leve
Veio o vento e levou

Vento

Quanta coragem em teu rosto
Quanta vontade de viver
Quanta dor no meu peito
Quanta música em teu silêncio

Trazes sempre algo novo
Sempre levas algo em troca
Sem passar desapercebido
Enxugas o rosto de quem te enfrenta

Não choro porque te desgosto
Nem choro porque levaste
O que de mais precioso eu tive
Tampouco choro por hábito

Choro de saudades
Choro de tão triste que estou
E num desespero silencioso
Choro de medo

Medo de que decidas levar
Tudo de belo que ainda vejo
Tudo o que ainda acaricio
Tudo o que ainda prezo

De tão puro, tornou-se leve
Veio o vento e levou

Ai que voz que me faz falta
Vento, teu silêncio é ensurdecedor
Ai que saudade dos silêncios
Vento, tua Rave me entedia

Se ainda queres levar algo de mim
Leva pois minhas mágoas todas
Leva minhas memórias tristes
Leva meus arrependimentos
Leva (pra bem longe) meus atos falhos

Se pensas em trazer-me algo
Traz pois um amor imenso (que não substitui)
Traz uma vida pra eu ver crescer
Traz uma música bonita
Traz um sorriso no meu rosto
Traz um consolo

Bem que *eu quis querer o que o vento não leva
Pra que o vento só levasse o que eu não quero

de tão puro, tornou-se leve
Veio o vento e levou
Pra sempre
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*Paralamas




***O vento vai dizer lento que virá/ e se chover demais / a gente vai ouvir claro de um trovão / se alguém depois sorrir em paz / só de encontrar

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